sexta-feira, 13 de novembro de 2009

OLHAR EM TRANSCENDÊNCIA AZUL


O vôo no olho / - o vôo com sua base no porta-avião-pomba do olho humano / no aeroporto do olho / esse mestre de complexas teias / - o olho : esse ser quase apartado do cosmos / ser do olhar / no seu refinado e sofisticado mecanismo / sua mecânica que esconde um engenheiro misterioso / vestido desleixadamente entre a zona onírica e o chapéu de palha com fantasmas / - o olho e sua química extraída das montanhas mais inóspitas do ser / onde somente vivem ermitões pelas tebaidas / Pelo olho é lançado o vôo / como um projétil de pomba / cujo objeto é a pomba / deslizando no azul surfista ou no plúmbeo celeste / ( A pomba é um surfista azul em céu pesado a chumbo ) /
Blue Rock Pigeon I2 IMG 7877.jpg
A pomba posta na cor do céu / desenhada a olho nu / em geometria dos sólidos traçada no globo ocular / e emitido pelos caminhos eletromagnéticos / que vagam pelo espaço do vagabundo / do poeta e do monge que vagam a sós / pelos deserto ou sobre vales férteis com olivais / goiabeiras onde construíram as vespas uma colmeia do diabo /

( as abelhas edificam colmeias ara guardar o arcanjo Gabriel em mel / enquanto as vespas fazem seu pouco de mel para envolver o diabo na sua múmia / sob o canto dos sortilégios escrito no Livro dos Mortos do Antigo Egito ) /
Há dias no rosicler da alvorada / alaranjando pombas na companhia do vôo matinal / quando elas oram tal qual os monges num convento beneditino / Porém no dia do urso cinza / ou do feroz urso negro dos bosques da paz / o dilúculo contorna um sonho ainda vivo / um sonho que ainda é um ser perambulando por uma aldeia distante até para a imaginação / aldeia desconectada da mente / vilarejo construído de fatos / toda coberto da poeira arqueológica dos sonhos ainda não escavados / - com surpreendentes casas erigidas por fantasmas / que enchem o imaginário sobrenatural da aldeia abandonada aos poetas / derradeiro refúgio do mundo ) /
O derradeiro refúgio deste mundo infeliz / passa pelo olho da pomba / que traz um ramo de erva verde ao bico / violino vegetal na terra que abraça ervas e árvores e arbustos pelo bem em raiz / com o violinista verde saindo do cheiro das ervas frescas de chuvas ou orvalhos / para tocar a melodia da vida do seio da terra / e depois dentro do templo do corpo humano / no Sistema Nervoso Central / o Concerto para Violino e Orquestra de Mozart / Opus da vida extraída em glicose e mel / da vida que é antes de tudo vegetal / vegetativa verde e violinista / extraindo a melodia que fabrica o olho da pomba / que gira no espaço salpicado do mel da paz completa / da paz que vai do belicoso e doente homem / até a flor e a abelha que não se separam enquanto par uno /
O olho tudo vê / não o olho-que-tudo-vê / que é um mero símbolo para fazer um molde da realidade / - da realidade no olho construído com beleza suprema da pomba ou do homem / olhos que suscitam o olhar / ação que vem de dentro e volta-se para fora / suplementando a foto na luz / colocando o olhar no olho / que assim tudo vê / de dentro para fora e de fora para dentro / como não pode ver a natureza / no seu apego simplório à luz /
O homem põe o cego no olho através do olhar / que prescinde do olho / do qual a pomba não pode prescindir / porquanto o olho volta-se para fora / agarra sua raiz na luz / enquanto o olhar tem como horizonte o cérebro / onde estão os símbolos e signos na mente / que faz o olhar ver melhor que os olhos /
O olhar varre o espaço sideral com o telescópio espacial Hubble /



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A CADEIA DE MEL DA ABELHA

Eu vi uma abelha / com a asa rota / perdida da rota da colmeia / sem rota enxameação / ilhada milhas de arquipélagos Robinson Crusoe da rota enxameada / sem rumo ou prumo / sem sumo númen / nem rota para a luz ou o mel / nem mapa tracejado na língua do mel / sem fio de mel que a ligasse à colmeia / favos metidos no desenho dos hexágonos / onde a vida move a pupa branca / que irá ter à barra da alva / no espaço remanescente da alba em flor de laranjeira que cheira / na beira da eira da flor de laranjeira brejeira /
Abelha solitária / em breve vida de monja eremita / sem ermida, comida, agasalho, sobretudo / nem abrigo na intempérie / ou companhia de abelhas enxameadas / menos toda abelha algébrica / na solidão mortal do descampado / da clareira que a luz artificial rasga / com a foice da lâmpada de Edison / chiando imperceptivelmente nas trevas / - trevas que chiam mais baixo ainda / no contraponto de Edison na lâmpada / agora já um número algébrico com o sinal de menos antecedendo-o / iniciando o nada teórico e prático da abelha algébrica / onde há "a" positivo e o "-a" negativo / universo aberto para o número que pode ser 1 ou -1, respectivamente positivos e negativos / e também 2 positivo e -2 negativo até infinito matemático : 3, -3, 4, -4, 5, -5... / - infinito mental que atravessa o cosmos num átimo de pensamento / na lógicas formal da álgebra / que desvela todo o abstrato /

Vi uma abelha / que perdera o sol / o prumo do sol / o rumo solar / e estava com a asa avariada / rota asa sem rota / procurando uma réstia de luz sob a lâmpada /

Perdera-se do sol / na rota rota da noite rota / e não achara uma cefeida / cintilando ao abandono da alma negra da noite / que descia de pára-quedas / sob luz de alma clorofilada / a bruxulear na secante da borrasca / trovejando e relampejando em tangente / enquanto convoca lobos selvagens / feras com dentes brancos rutilando no raiar amarelo do raio / a que se seguia o espocar do trovão / num tiro de longo estrondo / rasgando o véu surdo da noite / a veste nigérrima da viúva / a gargalhada crudelíssima da bruxa / cuja face oculta sob o capuz / ocultava um esgar de árvore com galhos tortuosos / como que se dançassem sob o balé dos relâmpagos / a riscar a treva extensa da noite tempestuosa / soltos todos os diabos no vento /

Uma abelha no chão / girando em vão / em busca de sol / girando em ritmo de girassol / tal qual fosse um nariz / detectando o gosto da chuva / que é um mixórdia de odores / impregnando ventos, poeira, água, vapor... /
Leitura Espiritual
Uma abelha monja eremita carmelita / nas pegadas do caminho / que leva ao odor verde / (O olor verde é caminho de abelhas / No fim desse caminho mora o violinista verde / eterno enamorado da clorofila / e a Vênus de mel / mãe da abelha-mestra e operária / mãe de rainhas e súditos / sob ou sobre a terra / na terra deitada em pó no chão / na Terra espargida em montanhas / vales verdes com faces barbudas de ervas e boninas mui femininas / e leões e peixes e baleias azuis e pelicanos brancos / que tudo isso é terra / junto a flores e casas de marimbondos / água benta de chuva / carregando mariposas / que são térmitas cujas asas em longo curso de vôo de aeroplano / trazem Moisés e os outros anfíbios / os quais mensuram até onde vai a vida / na terra molhada por todas essas vidas nas águas das chuvas / que chamam todos os insetos e anfíbios / no batismo e na bênção das águas / - águas de chuva que moldam almas nos corpos de ninfa e pupa /

Era uma abelha isolada, insulada / nua socialmente / longe da colmeia / em solidão imprópria à natureza da abelha / - uma presa fácil aos predadores / que a vão rondando e fechando o anel da morte em torno / da abelha acuada no escuro da alma / na região mais obscura da alma velada / lambida por raios velozes / que lembravam o mel / - mel fabricado no céu / sorvido no azul celeste e floral / da humílima erva de flor azul /
Queencell 0017.JPG
Longe da colmeia / rota a asa sem rota pelo espectro solar / a abelha se debate em vão / enquanto a teia da vida / a teia de mel de sua vida é cortada / e pouco e pouco a teia da morte é tecida / pela aranha tecedeira de mortalha / que guarda um anjo com face de Narciso afogado no mel /
Bees Collecting Pollen 2004-08-14.jpg
( A abelha sem colmeia / é o homem sem natureza / o ser humano contextualizado apenas dentro da cultura e civilização / mas fora o anjo natural posto pela abelha na matéria do mel do tonel / - o homem infeliz cuja cobiça fez perder os insetos / até à última mariposa infinita não matemática / que veio de piloto na noite cheia de gotas de chuvas / do âmago da alma escura da noite sem vela padrão / sem variantes cefeidas / nem estrela de natal que a guiasse / trazendo o Moisés bíblico e os demais anfíbios / e as formigas que suscitam o planador nas asas / num vôo perigoso como o das térmitas / pilotos cujas rotas são rotas desde antes da rota preestabelecida / - rota corrigida somente com asas dentro do olho da tempestade que bate água nas diáfanas asas translúcidas ) /

Eu vi a abelha perdida! / Vi a abelha perdida porque - eu sou a abelha perdida! / - Sou a abelha perdida que viu um homem perdido / olhando-me comiserado pelos olhos da abelha / ( Eu estava na abelha que olhava para mim / quase a pedir socorro / - olhares cruzados de seres perdidos / - a abelha estava em mim / perdida no novelo da noite ) /

O homem que vi na escorrer nos olhos da abelha que me olhava / - esse homem era eu! / assustado, perdido, solitário / monge numa noite dolorosa e fatal / uma noite que me matava em gotas através do veneno de trevas / lua e pedra no altar entrelaçadas /

A abelha com a alma toldada em pedra e lua / maculada pela alma negra da noite / a abelha perdida que me vi com olhos de homem perdido / - homem cuja alma ia sendo apagada / estrela por estrela - da manha à estrela Vésper / pela peste negra grassando em silêncio de grama na calada da noite / que me invadia chiando / como os bichos nas trevas chiam / e ninguém pode ver /
A abelha que vi era eu - o homem / dentro dos olhos desesperados da abelha / e o homem que a abelha viu era ela - a abelha! / dentro dos olhos do homem! / mirando o riacho que esculpe a face aquática de Narciso / peixe afogado na vanidade /

Ambos nos víamos nos espelhos do Narciso que somos / Narciso que desenha espectros retorcidos ou belos / na lâmina da água aonde vai se mirar , ó rio! / Oh! torrente de longo canto! /
BnotYaakovBridge.JPG
RIO JORDÃO, RIO JORDÃO , RIO JORDÃO

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RIO JORDÃO, RIO JORDÃO
AFRESCO SOBRE O BATISMO NO RIO JORDÃO - AFRESCO SOBRE BATISNMO NO RIO JORDÃO

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

A INTELIGÊNCIA DA POESIA

A poesia é a inteligência vegetal /
captada pelo artista /
exprimida na voz em canto versificado do poeta /
criada e percebida no sistema
vegetativo do profeta /
que é a velha forma com que se travestia o poeta /
a lira e o lírico /
tangendo a matemática na secante do anjo caído desde a última primavera /

Sediada no jardim do Éden /
que é o sistema nervoso vegetativo /
a poesia é
o anjo em abelha fabricando o mel da sabedoria da vida plena e abundante /
nos meandros da colméia que se enxameou /
e saiu com a abelha rainha no cego vôo piloto /
em busca de novo sistema nervoso vegetativo instaurado pela genética /

com novos favos nos hexágonos e novas pupas brancas /
pupas caiadas de vida /
espocando na colméia do sistema nervoso vegetativo dos descendentes /
guiada pelo vetusto piloto que vem no vôo das térmitas e dos enxames /
- vôo que a água faz brotar na primeira aceleração do cheiro de chuva /


A memória, a imaginação, a ciência e a tecnologia /
não são inteligências exclusivamente humanas /
mas estão por toda a natureza /
nos vegetais, bactérias, vírus, protozoários /
nos animais e no animal que é o corpo do homem /
porquanto é uma inteligência necessária /
essencial à sobrevivência /
uma energia que torna os animais mais aptos para exercer seu império /
tomando pela violência o território onde vivem as fêmeas /
prêmio sexual para o campeão /
e canal por onde o vencedor faz passar sua carga genética /
( as flores têm território parado na raiz /
porém voante longo nas asas das abelhas /
e um futuro de pupa no mel /
que torne doce o favo e a vida /
O mel de abelha é a tecnologia nutricional de ponta da natureza ) /
O homem compartilha com a colméia e as térmitas /
a inteligência da ciência e tecnologia /

também os crocodilos e outros seres solidários e solitários /
que sobrevivem há mais tempo que o homem /
e portanto têm ciência mais longa e refinada em língua de abelha ou formiga /
ou de cigarra que canta com guitarra /
no recanto poético de Olegário Mariano /
princípe dos poetas menores /
flor no sistema nervoso vegetativo /
( pois o poeta é uma flor interna /
aberta na inteligência do sistema nervoso vegetativo /
parte do cérebro envolto pelo vegetal que pensa a vida enquanto vive /
agindo e vivendo simultâneamente /
e não apenas à álgida luz dilucular que permeia a razão pura e prática dos filósofos ) /

A poesia é a primeira manifestação da inteligência humana /
é genuína e exclusiva inteligência humana /
não está presente na natureza em qualquer de suas formas /
A natureza ignora a inteligência poética /
( A matemática dos gênios /
a física de Einstein /
ou a biologia de Darwin /
as melodias de Mozart, Beethoven, Chopin... /
também são línguas em formas poéticas /
codificada em equações /
formas de comunicação aptas a montar o diálogo com a natureza /
em outro modo de poesia /
de inteligência poética ) /

A poesia é a inteligência que cinge homem e natureza /
põe o homem num patamar único e inatingível /
num lance acima dos arcanjos /

possibilitando ao ser humano perceber e produzir a beleza /
que é e mesma verdade /
pois beleza artística e verdade sob perspectiva filosófica /
são o mesmo produto feito a modo de poeta ou de filósofo /

A inteligência da poesia é o primeiro passo /
para se passar à inteligência da filosofia /
pois não se é filósofo sem antes ser poeta /
ao menos na percepção e capacidade de usufruir a beleza /
que o artista arranca de sua originalidade /
no ato de escrever ou ler o texto próprio ou de outro sábio /
porquanto a obra lida ou interpretada com originalidade é outro texto /
outra beleza que acorda outra verdade /
novas frases para violino e piano na partitura de Mozart /

A poesia é originária no homem /
contudo a maioria dos homens não chegam jamais a essa inteligência /
pois a poesia está plantada no sistema nervoso vegetal /
o pensamento silvestre /
o pensamento selvagem /

ao qual tão-somente o poeta tem acesso pelo gozo da arte /
( a poesia é a mãe da filosofia /
produz o leite que alimenta a filosofia /
e abre o caminho da Via Láctea ao filósofo /
que se nutriu do leite das tetas da poesia ) /

A filosofia é produto do sistema nervoso central /
sede da razão pura e do pensamento ético /
que leva ao comportamento racional do filósofo cínico /
do epicureo e do resignado e impávido estóico /
homens sábios e virtuosos que venceram o mundo exterior /
do qual se emanciparam /
ao qual escarneceram em sua independência individual /
conquistada e mantida graças a fortaleza da virtude /
e a sabedoria vasta e profunda sobre o universo e o homem /
sobre os deuses de pedra, barro, fumo e ao que concerne ao pensamento /
- o pensamento que dá o ser e a paixão da poesia /
cuja função de motor Otto é mover o mundo e o ser humano /
Essa inteligência poética é exprimida em várias línguas : /
Pela língua vegetal /
cujo caminho vai do vegetal ao sistema nervoso vegetativo /
que vincula esses universos em interação no homem e natureza /
na linguagem animal que rege tanto o corpo da fera quanto do homem /
Na linguagem do teatro e no rito social que é a representação do drama poético humano /
trágico e cômico /
entre o riso sarcástico e cínico e a dor física ou moral mais pungente /
Por fim, a inteligência da poesia move a mão e a célebre língua dos anjos /

Todas essas línguas e linguagens estão adicionadas uma às outras /
num amálgama de profunda inteligência gramatical e linguística e semiológica /
e semiótica /
Porém estas línguas e linguagens animais e vegetais e humanas /
faladas e escritas pela natureza e elos homens comuns e cientistas /
são infinitamente inferiores aos códigos criados para a poesia /
porque não logram dar expressão ao que a língua e linguagem da poesia expressa /
- exprime sobre a inteligência suprema contida no pensamento sensível da poeta /
que canta o sensível em ritmo quase imperceptível no cosmos /
e fala, analisa e escreve sobre as origens das idéias e do pensamento /
que outrossim estão mergulhados nas pétalas e néctar da poesia /
- fato que faz o homem ser superior aos anjos e arcanjos e querubins e Serafins /
em língua, linguagens e inteligência /
- inteligência suprema que cala os códigos desenvolvidos para fazer cantar e dizer a poesia /
inteligência poética /
inteligência da poesia /
face do bem, do belo e da verdade /
- o ser na unidade do pensamento de Parmênides /

JOAN MIRÓ, JOAN MIRÓ, JOAN MIRÓ, BIOGRAFIA , OBRA, JOAN MIRÓ, OBRA.
REFERÊNCIAS : WIKIPEDIA, GOOGLE, YOUTUBE, WIKIPEDIA, GOOGLE, YOUTUBE, TÉRMITAS, ABELHAS, ABEJAS, COLMEIA, WIKIEDIA, COLMEIA, TÉRMITAS, ABELHAS, ABEJA, COLMEIA, WIKIPEDIA, INTELIGÊNCIA VEGETAL, CAPTDA, WIKIPEDIA, INTELIGÊNCIA VEGETAL, CAPTADA, WIKIPEDIA, ARTISTA, CANTO, VERISIFICADO , POETA, ARTISTA, CANTO, VERSIFICADO, POETA, WIKIPEDIA, SISTEMA VEGETATIVO DO PROFETA, SISTEMA VEGETATIVO DO PROFETA, WIKIPEDIA, LIRA, LÍRICO, MATEMÁTICO, SECANTE, LIRA, LÍRICO, MATEMÁTICA, SECANTE, WIKIPEDIA, TANGENTE, VELHA, FORMA, TANGENDO, TANGENDO, VELHA FORMA, WIKIPEDIA, MEANDROS DA COLMEIA, WIKIPEDIA, MEANDROS DA COLMEIA, WIKIPEDIA, PILOTO, PRIMAVERA, PILOTO, PRIMAVERA, WIKIPEDIA, FAVOS NO HEXÁGONO, PUPA, PUPA, FAVOS NOS HEXÁGONOS, WIKIPEDIA, SISTEMA NERVOSO VEGETATIVO, WIKIPEDIA, SISTEMA NERVOSO VEGETATIVO, WIKIPEDIA, SISTEMA NERVOSO CENTRAL, WIKIPEDIA, SISTEMA NERVOSO CENTRAL, WIKIPEDIA, BACTERIAS, VÍRUS, PROTOZOÁRIOS, WIKIPEDIA, BACTÉRIAS, VÍRUS, PROTOZOÁRIOS, WIKIPEDIA, SOBREVIVÊNCIA, IMPÉRIO, 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sábado, 7 de novembro de 2009

ALDEIA CONSTRUÍDA NA ALMA

O ser humano individualizado /
é somente um único ser humano /
um caráter, um poeta, um filósofo /
e antes dessas alienações do pensamento - um homem /
ou o homem - que é o ser que não se industrializou /
não se rendeu às legiões de demônios no exército de leis /
ou às legiões romanos - que são demônios perenes /
senhores da guerra, filhos de Marte /
ressuscitados do pó hidratado de todos os tempos /
( o homem - Ecce Homo - o ser não contabilizado /
não escriturado como conta patrimonial do ativo de uma empresa ou instituição /
onde trabalha, estuda ou torce o violino ou serve servo ( o clube, aldeia, país, religião... ) /

Todavia, o homem - arquiteto e engenheiro e violinista de sua aldeia /
ao arquitetar a aldeia de dentro /
a única aldeia protegida das legiões diabólicas /
que tenta sitiar a aldeia com símbolos e signos /
com bombas semiológicas potentes /
que equipam helicópteros Apaches /
que fazem a guerra sempre santa dos novos aborígenes americanos /
oriundos dos mórmons da velha Inglaterra /
plantados com raízes em nova terra vasta /
com sua extensão que vai até à liberdade dos territórios sem fim /
Canadá adentro com lago Ontário e a tundra /
- ao arquitetar e construir a aldeia dentro de seu sistema nervoso vegetativo /
com os materiais simbólicos do pensamento e da poesia de Emily Dickinson /
o indivíduo então único e uno /
transforma-se em várias pessoas /
representa vários papéis /
é ator e personagem de vários dramas /
comédias e tragédias /
que se desenrolam na aldeia natural /
na aldeia do lado de fora construída pelos reis ferozes /
e outros animais políticos do mesmo naipe do rei /
performance desnecessária á sobrevivência /
na aldeia protegida em castelo dentro da mente do poeta /
onde a atuação do poeta é pura diversão e aspiração à beleza /
e é acolhida pela perna de rã da erva na aldeia simbólica /
pintada na poesia suave de Marc Chagall /
que aluga violinos e violinistas russos /
artistas do povo que destelham o céu azul e tocam a lua com violino e melodia /
e o solo aberto às ervas da aldeia com a clorofila que precede etapas até a vodka /
que verdeja no violinista verde /
ébrio de álcool e melodia /
no ritmo dissoluto presente na dança poética /
bailarinas em versos de Manuel Bandeira e Degas /

O indivíduo assim se traduz várias vezes /
nas alienações de suas várias representações teatrais /
em seus papeis sociais nas aldeias do mundo das bestas humanas /
e na representação da beleza na aldeia interior /
( a beleza é outra face esquerda ou direita da verdade /
para a inteligência humana /
que são dicotômicas e especiais : /
a inteligência da poesia /
que é dada aos artistas maiores e menores /
e a inteligência da filosofia /
que onera a mente dos poetas e dos filósofos /
cada um eu seu registro de violino /
cada um em seu Stradivárius /
Além dessas duas inteligências puramente humanas /
somente sobram as inúmeras inteligências das bestas /
que são a ciência e tecnologia /
cujo fito é tomar territórios e construir impérios e escravidão /
espalhar e vender a guerra ) /

Uma nação é o oposto do indivíduo /
é uma pessoa individualizada que se "clona" ao infinito /
a fim de repetir o padrão robótico de homens iguais /
com a mesma língua, pensamento e cultura /
os mesmo interesses econômicos e políticos /
sendo todos paradoxalmente apenas um só ser humano coletivizado /
cujas especializações os distribui em vários papéis /
e cuja única ciência é a obediência e não o conhecimento /
( um indivíduo é a solidão lançada na alma telúrica da ilha /
Soledad náufraga na ilha das palmeiras ritmando os braços aos violinos no vento /
que fazem dançar as palmeiras com suas folhas em forma de mãos /
ou à maneira de braços que balançam /
na dança em trio pintada por Picasso /

- A nação é a solidão clonada aos milhões /
a solidão trágica e paradoxal /
que mata a alma e deixa vivo o corpo ) /

Basta ver a nação japonesa /
para poder observar a semelhança absoluta de todos os seres humanos ali /
nação com seres humanos que são um em conjunto /
com o mesmo caráter e cara, língua, cultura /
pensamento e sentimento /

Não mais personagens de aldeias interiores /
mas filhos da metrópole que tomou a aldeia de assalto /
e a passou a fio de espada /
restando somente um indivíduo clonado /
para ser repetido ao infinito inútil do ser humano liquidado pelo padrão /

Porque uma metrópole é a aldeia repetida milhões de vezes /
num desvario demente rente ao casario sem ervas no pasto /
sem lua para luar palor no plenilúnio ou novilúnio /
minguante em força de foice ceifando a estrela com cabeleira de Berenice /


LA FORTUNA DE RUBENS, LA FORTUNA DE RUBENS, ESCUELA FLAMENGA
REFERÊNCIAS : GOOGLE, WIKIPEDIA, YOUTUBE, GOOGLE, WIKIPEDIA, YOUTUBE,
BAILARINAS DE DEGAS , BAILARINAS DE DEGAS, BAILARINAS DE DEGAS, BALLET

BAILARINAS DE DEGAS, BALLET, BAILARINAS DE DEGAS, BALLET, BAILARINAS, WIKIPEDIA, DEGAS, PINTOR IMPRESSIONISTA, BIOGRAFIA, DEGAS, PINTOR IMPRESSIONISTA, BIOGRAFIA, WIKIPEDIA, DEGAS, PINTOR IMPRESSIONISTA
DEGAS, PINTOR IMPRESIONISTA, DEGAS, PINTOR IMPRESSIONISTA, WIKIPEDIA.
MANEUL BANDEIRA, BIOGRAFIA, WIKIPEDIA, MANUEL BANDEIRA, BIOGRAFIA, WIKIPEDIA, MARC CHAGALL, BIOGRAFIA, WIKIPEDIA, MARC V=CAHGAL, BIOGRAFIA, WIKIPEDIA, RELIGIÃO, RELIGIÓN, PAÍS, CLUBE, RELIGIÃO, RELIGIÓN, PAÍS, CLUBE, WIKIPEDIA, LEGIÃO, LEGIÓN DE DEMÔNIOS, LEGIÃO, LEGIÓN DE DEMÔNIOS, WIKIPEDIA, ECCE HOMO, GURRA, ECCE HOMO, GUERRA, WIKIPEDIA, CONTA PATRIMONIAL DO ATIVO, CONTA PATRIMONIAL DO ATIVO, CONTABILIZADO, ESCRITURADO,CONTABILIZADO, ESCRITURADO, WIKIPEDIA, MARTE, WIKIPEDIA, ALDEIA DE ENTRO, ENGENHEIRO, ARQUITETO, WIKIPEDIA, ALDEIA DE DENTRO, ENGENHEIRO, ARQUITETO, WIKIPEDIA, METRÓPOLE, NAÇÃO, NACIÓN, CLONE, METRÓPOLE, NAÇÃO, NACIÓN, CLONE, WIKIPEDIA, MARTE, MARTE, WIKIPEDIA, BOMBAS SEMIOLÓGICAS, SIGNOS, SÍMBOLOS, BOMBA SEMIOLÓGICA, SIGNOS, SÍMBOLOS, WIKIPEDIA, PERENE, HIDRATADO, SERVO, REI, PERENE, HIDRATADO, SERVO, REI, WIKIPEDIA, LAGO ONTÁRIO, TUNDRA, TERRITÓRIOS, LAGO ONTÁRIO, TUNDRA, TERRITÓRIOS, WIKIPEDIA, HELICÓPTEROS APACHES, ABORÍGENES AMERICANOS, HELICÓPTEROS APACHES, ABORÍGENES AMERICANOS, WIKIPEDIA, MÓRMONS, INGLATERRA, CANADÁ, WIKIPEDIA, MÓRMONS, INGLATERRA, CANADÁ, WIKIPEDIA, EMILY DICKINSON, BIOGRAFIA, WIKIIEPA, EMILY DICKINSON, BIOGRAFIA, WIKIPEDIA, ALDEIA NATURAL, WIKIPEDIA, ALDEIA NATURAL, WIKIPEDIA, SISTEMA NERVOSO, NERVIOSO, VEGETATIVO, SISTEMA NERVOSO, NERVIOSO VEGETATIVO, WIKIPEDIA, SISTEMA NERVOSO, NERVIOSO CENTRAL, SISTEMA NERVOSO, NERVIOSO CENTRAL, WIKIPEDIA, INDIVÍDUOS, PAPÉIS, PESSOAS, PERSONAGENS, INDIVÍDUOS, PAPÉIS, PESSOAS, PERSONAGENS, WIKIPEDIA, DRAMA, TRAGÉDIA, COMÉDIA, PERSONAGEM, DRAMA, TRAGÉDIA, COMÉDIA, PERSONAGEM, WIKIPEDIA, ALDEIA SIMBÓLICA, POESIA, FILOSFIA, ALDEIA SIMBÓLICA, POESIA, FILOSFIA, WIKIPEDIA, INTELIGÊNCIA DE POESIA, INTELIGÊNCIA DA FILOSFIA, INTELIGÊNCIA DA POESIA, INTELIGÊNCIA DA FILOSOFIA, WIKIPEDIA, VIOLINOS, VIOLINISTAS RUSSOS, WIKIEDIA, VIOLINOS, VIOLINISTAS RUSSOS, WIKIPEDIA, ALDEIA RUSSA, WIKIPEDIA, ALDEIA RUSSA, WIKIPEDIA, PERNA DE RÃ, ARTISTA, POETA, WIKIPEDIA, PERNA DE RÃ, ARTISTA, POETA, WIKIPEDIA, CASTELO, ATORO, POVO, CLOROFILA, WIKIPEDIA, CASTELO, ATOR, POVO, CLOROFILA, WIKIPEDIA, ERVAS, VODKA, VIOLINISTA VERDE, ÉBRIO, ERVAS, VODKA, VIOLINISTA VERDE, ÉBRIO, WIKIPEDIA, ALCOOL, WIKIPEDIA, ALCOOL, WIKIPEDIA, RITMO DISSOUTO, BAILARINAS, RITOMO DISSOLUTO, BAILARINAS, WIKIPEDIA, PICASSO, DANÇA, DANZA, PICASSO, DANÇA, DANZA, WIKIPEDIA, PICASSO, BIOGRAFIA, OBRA, WIKIPEDIA, PICASSO, BIOGRAFIA, OBRA, WIKIPEDIA,
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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

MONTES APALACHES

Tinha uma pedra preciosa no meio do caminho /
era uma pedra preciosa minha /
uma safira de um azul existente dentro do rígido da pedra /

Esta gema existe enquanto ser /
mas eu me apossei dela /
e do ser da pedra fiz uma propriedade /
alienando a gema do ser /
ao lapidar o ser da gema até levá-lo à arte de indústria humana /

que o contabiliza como conta no patrimônio de gemas /
contextualizando o conceito do ser na categoria de conta /
que tem a safira no patrimônio da empresa /
como ativo do balanço patrimonal /

( uma gema no meio do caminho de pedras /
sai do caminho e vai adornar a beleza da mulher /
- da mulher que acumula a gordura da abelha rainha nos quadris ) /

Outrossim havia uma pedra no meio do caminho /
na mesma metade do caminho /
no exato lugar do caminho onde tinha a minha pedra /
outra pedra em seu ser puro e livre da minha posse /
exibia ser ser no meio do caminho /
no mesmo espaço onde o coro da minha pedra estava /
Todavia estavam sobrepostas pelo espaço do ser e do ter /
que o pensamento determinava /

havia uma pedra comum, seixos /
pobres e desprezados seixos /
no mesmo meio do caminho /
totalmente abandonado ao seu ser /
sem dono visível ou invisível /
postado no caminho apenas com seu ser /
metido dentro do corpo mineral do ente /
que era o fenômeno que aparecia como pedra /
na manifestação do ser através do ente /
( o ente é o corpo da pedra /
o ser passa pela determinação do pensamento /
não é algo solitário como o ente /
mas vinculado aos caprichos filosóficos do pensamento /
que está no ser da pedra /
determinando direito de propriedade ou cognição de ser dado aos sentidos /
ser que interage e é um pouco do pensamento humano ) /

Se eu comprasse as Montanhas Rochosas /
teria as Montanhas Rochosas como ermida extensa /
e viveria lá em cima como um ermitão de verdade /
solitário como Santo Antão /
monge eremita, que é o monge real /
e não esses monges em companhia ou ordem de cartuxos /
que pensam ser monges, mas são apenas monastérios /
cumprindo a ordem de representar /
monge cartuxo ator /
http://costa_hs.blog.uol.com.br/images/monge.2.jpg
A pedra que o poeta tinha no meio do caminho /
talvez fosse de estimação /
como algumas jóias ou objetos de pouca monta /
Contudo o poeta Carlos Drumond de Andrade /
não pensou racionalmente a questão ontológica e mercadológica /
que implicava nessa pedra preciosa ou vulgar /
no drama do pensamento que a põe entre a ontologia e o mercado /

( o ser é apenas uma posição do pensamento no mundo /
enquanto o mundo é aqui a abstrata relação do sujeito e objeto da gramática /
O ser é essa tese (posição abstrata ) em língua ou equação /
postado no discurso enquanto mundo do homem em signos e símbolos /
pela voz do poeta em canto natural que sonda às profundezas abissais da vida /
e pelo filósofo ou o pensador que o põe no mundo /
através de suas palavras iluminadas pela sintaxe : /
o ser é apenas uma posição /
não uma realidade existente /
porém, tão-somente o pensamento colocado no mundo pelo discurso /
algo que não existe na natureza, mas somente no discurso lógico /
no "logos" pensado nos homens pensantes /
o ser é objeto do discurso, não da natureza :
na natureza o ser é nada /
o que há é a coisa /
o pedregulho real no meio do caminho ou dentro do sapato florido de Mário Quintana
poeta que calça bem as mulheres mais sonhadoras desde o pé com sapato vermelho /
cheio de curvas e salto alto tocando o céu do imaginário da mulher /
que o sapato é um dos violinos em concerto cuja melodia é a poetisa na mulher : /
Emily Dickinson, a grande reclusa /
cuja poesia dialoga com a natureza ) /


Não obstante, o sistema nervoso vegetativo /
do filósofo que morava dentro dos Montes Apalaches daquele poeta /
dizia da pedra como ser e como objeto adquirido /
objeto alienado ou ser capturado pelas redes dos sentidos /
e posteriormente industrializado pelo pensamento /
em suas categorias aristotélicas e kantianas /

O poeta é o único ser que transcende ao pensamento elucubrado pelo encéfalo /
e pesca no abismo do seu ser o pensamento e sentimento /
do poeta filósofo escondido no sistema nervoso vegetal /

O poeta pensa e sente através dos sistemas de percepção vegetal /
que somente o artista é capaz de ligar ao pensamento /
( o artista liga a energia da vida ao pensamento /
criando o pensamento natural para além do mero discurso poético e filosófico ) /


REFERÊNCIAS : MONTES APALACHES, MONTES APALACHES, APALACHES,


MONTES APALACHES, MONTES APALACHES, APALACHES, MONTES APALACHES,
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ABELHA RAINHA NA COLMÉIA, ABELHA-RAINHA NA COLMÉIA, ABELHA RAINHA
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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

A EXISTÊNCIA É UMA INTELIGÊNCIA

A vida não se reduz à biologia / nem à flor da botânica tampouco à zoologia ou citologia / Contudo se transforma na indústria biológica / que a idéia produz em forma de ciência e filosofia / duas toscas drogas da cultura / engodos para a dor lancinante / a angústia que arruína a vida / que pesa um punhado da terra inteira na existência / ( se a vida é dolorosa, a existência é o símbolo do infinito matemático de dores / que faz do homem o penitente eivado de dores / o homem das dores até o parto inverso da morte ) /
A minha vida é um caminho cujos pés estão lacerados pelos cardos / cardos cardos cardos cardos / sou o homem das dores pisando cardos / porquanto os cardos são o escabelo para os meus pés descalços e magoados /
o homem coroado com cardos /
ai! para que tantos cardos! / Ó Senhor sem misericórdia de mim! /
( a vida de todos é um calvário que leva ao Gólgota / quando a realidade pensante do corpo / apaga subitamente as mentiras aprendidas pela mente : / a mente é o demônio criador das mentiras / que vêm ao borbotões nas idéias e palavras que conduzem este diabo / sobrenaturalizado pelo pensamento e sensibilidade / envolto no líquido letal das idéias, frases e orações : / os diabos sociais rituais dirigem nosso corpo por doutrinas e mitos ) /

Não obstante, a vida do outro ser humano / daquele outro ser plasmado no plasma da empatia / belo, talentoso, genial, poderoso, famoso e rico / parece ser sempre uma vida feliz / porque lavada no mel da idealização / Vida lavada pelo mel ideal / pela idéia que floresce na mente humana / - a idéia : algo puramente longe da realidade / sobre a naturalidade entre a lua clara do nascimento / e a morte negra enrodilhada na alma morta / envenenada pelo líquido amniótico presente na cor da noite incolor / ( um rio negro de mambas líquidas que deságuam na noite / no manto inconsútil e na mantilha negra / aberta na boca venenosa e ameaçadora da mamba negra / escondida nos vestidos das noites / entre flores soprando trombetas de perfumes peçonhentos / no paraíso conservado na mais mínima expressão da flora ) /

Quão bela a vida da alteridade existente na mente! / na mamba negra torcida em forma de mente humana / - árvore do conhecimento da vida e morte / do veneno e do remédio / do pharmacón no sumo das ervas pisadas / e na peçonha da taipan que se arrasta entre as raízes das selvas australianas / do outro lado do mar emaranhada ) / Porém na realidade fluída dos minerais / ( realidade é atualidade: coisa ligada ao tempo que flui na corrente de energia e aos sentidos pescadores do ser humano / e do animal ou vegetal cuja vida funciona ao sol e à lua sob galáxias chiantes / estridentes grilos nas dobras da sotaina da noite ) / - na realidade esculpida a dedo de tempo na areia do corpo sofredor / pois a vida é dolorosa para todos os seres vivos / mormente para os míseros humanos / nos quais a vida se modifica pouco e pouco em existência / monstro maior que o leviatã agitando mares / cruz que pesa demais / verga o corpo e a mente antes das cãs / apesar das drogas mentais produzidas pelas doutrinas / tentar em vão mitigar essa solidão em alqueires de terras desabitadas / (sem sequer um eremita meditabundo na cova de santo Antão) / no remédio que espalha a solidão em cinzas nos cinzeiros / ou água na cerveja e na vodca / ( A existência é um inferno que nasce dentro da mente / uma via sacra em brasas vivas / um cadinho onde se tortura o santo e o sábio / o ermitão Santo Antão penitente no deserto : / o Santo Antão extraído como filho do meu coração! ) /
Santo Antão do Deserto
Anthony Abbot by Zurbaran.jpeg
Antão do Deserto, por Zurbarán
O ser humano nasce animal no corpo de barro de Adão / o pai primordial do corpo / e daí enceta a vida como animal de terra e da terra / terracota numa ânfora quebradiça, caniço ao vento / vidro espatifado na primeira queda ( anjo de vitral e afresco) / anjo desenhado na ânfora que cai e se desfaz em mil pedaços / em mil demônios jamais catados e colados / cacos jamais ajuntados depois do tempo / que foi industrializado em tempo individual / extraído da matéria-prima do tempo em filão na mina do espaço /

Ao aprender submissão em língua e cultura / o ser letal que nos anima por dentro / a triste alma de Deus / é regurgitado para fora do ser / e começa a existir paulatinamente / peregrinamente se inicia na existência ao sair do casulo, crisálida, / ganhando mundo e dor intensa a cada passo / até chegar ao auge de ser um sábio : / sábio vegetativo como o poeta ou o filósofo / possuidor da inteligência plena da vida e da razão / ou um sábio social como o cientista ou o engenheiro / cuja inteligência animal chegou ao ápice / ( A poesia e a filosofia é inteligência exclusivamente humana / suprema sabedoria humana a que não tem acesso os animais / nem tampouco a maioria dos seres humanos /

Todavia a ciência e a tecnologia é inteligência animal / que visa somente à sobrevivência e ao poder territorial / e está submetida aos conceitos da filosofia e à sensibilidade do poeta / quando se torna supremo saber ao se manifestar na inteligência animal do homem / graças ao tempero filosófico e poético / que a transforma numa ciência maior do que a possui os outros animais ) / Existir é sair ao mundo / afrontando a dor e os perigos / até que venha o veneno da morte / é parir o ser / dar à luz ao ser / pô-lo no mundo fora do ovo de ouro do pensamento / É sair ao mundo carregando o peso da inteligência às costas / deixando pensamentos e sentimentos sob a forma de alienações / expressas no comportamento e posição dos filósofos cínicos / dos frades franciscanos e beneditinos / que exprimem a existência de alguns homens / que pensaram e agiram no mundo / que inventaram o motor Otto de combustão interna / ou um ritual, uma ética, uma maneira de pensar ou agir / um posicionamento do ser invisível dentro do pensamento e for do mundo / para um ser em práxis fora do pensamento e dentro do mundo natural / ser para a vida e para a morte dentro e fora do pensamento / no mundo ou na mente e em ambos simultâneamente / lançando ao peso da vida a gravidade da existência / como o fizeram os filósofos cínicos que depois forma os cristãos / um dia foram os filósofos existencialistas engajados / e por fim os "hippies" / que como os cristãos arremedaram o comportamento ética da inteligência do filósofo cínico / os primeiros sábios a existir no mundo e não somente serm no pensamento / os primeiros a manifestar a inteligência poética / inteligência primeva e primeira a que pode aceder o homem inteligente / que num último esforço evolutivo humano pode chegar à inteligência da filosofia / último estágio da evolução da inteligência puramente humana /

São as duas supremas e únicas inteligências humanas / A junção de ambas num só homem leva à plena sabedoria / A existência sem o movimento dialético do pensamento / termina em simples alienação do pensamento / que se transforma em instituições / e faz nascer a religião e outras formas carregadas da prática do mercado / que vieram da embriaguês das idéias / e passaram a existir como delírio social cultuado na forma ideal das instituições / ( as idéias alienadas em instituições fazem crer que tudo é perfeito / que nada muda nunca e está fora da natureza / protegido no reino sobrenatural das idéias / um reino que não é nem existe neste mundo / mas faz as pessoas terem fé nas idéias / que chamam de Deus, Jesus, amor, dentre outros conceitos / sobrenaturalizados graças ao poder de produzir ilusão das idéias / transmutadas em doutrinas e ciências ) /

A existência real, fáctica, natural, cultural e política /
é antes de tudo práxis / transformação crítica da realidade alienada / em realidade realizada pela crítica / que faz retornar a alienação ao pensamento como ente, entidade, / que se paralisa e funda na pedra da realidade mineral / e não tem o movimento vivo do pensamento no ser humano / que pode analisar e inovar o que caduca na rocha sobre a qual se levantam asilos / que tomam o lugar do homem na rigidez dos conceitos cimentados /

Somente o filósofo e o poeta tem o poder de colocá-la de novo no fluxo existencial / até que o produto do pensamento se aliene outra vez / na degradação cotidiana / e possa retornar ao espírito humano que a faz girar na crítica dialética / único pharmacón para a alienação perene / daquilo que vai ao mundo / e invade o espírito acanhado da maioria dos homens / que têm o bicho preguiça arrastando-se no pensamento / e por isso vendem, alienam seu pensamento / comprando doutrinas que faça seu espírito parecer que pensa / adornando-se com sofismas e erudições de memória / alienadas nas instituições / que vendem o saber como o fazia o sofista na Grécia Antiga /

O espírito roto de epitáfio sem rota / afoga a existência no álcool ou na filosofia do existencialismo / na profissão, na ilusão do amor sexual / ( o amor é sempre exercício sexual ) / ou suicida-se nas águas profundas da hipocrisia / o que é pior que uma morte por coma alcoólica / pois a hipocrisia é um coma em longos anos / com morte cerebral quase imediata / ( o ser social é esse Frankenstein / morto pela estupidez / que é a forma de morte cerebral e comatosa em vida ) /

A existência se caracteriza pela saída de si para o mundo /
sair de dentro do ovo banhado de si / que é mais que estar banhado de ouro puro / em meio a bandos de criminosos sequiosos por uma vítima / ( Existir é sair em batalha por si contra os reis deste mundo / solitário solitário enfrentando legiões de sicários venais a soldo desses reis / que são as verdadeiras bestas do Apocalipse / anunciadas nos oráculos pela poesia filosófica vegetal dos profetas / que sabem da alma deles desde antes de saltar das ervas na vida / ligando os pensamentos e sensibilidade do sistema nervoso vegetativo / que guardam toda a sabedoria natural de bilhões de anos em estrelas / à razão fria e sensibilidade aprendida / pelo sistema nervoso central / que os seres humanos comuns usam como se fosse o único sistema de pensamento ) /

Por fim um dia quiçá ressuscitaremos na primavera / aos pés da flor azul que pensa em silêncio e sem idéias / sobre a flor de lótus de Buda / a filosofia vital e não biológica dos filósofos cínicos /
Diógenes, de John William Waterhouse, mostrando sua lâmpada, seu barril e as cebolas das quais ele se nutria.
Nasceremos novamente no colo das ervas com flores guindadas ao azul do céu / desfazendo a existência / para poder usufruir da vida / eterna no vegetal / e no poeta / que é o filósofo vegetal / o filósofo que pensa, sente e exprime a vida / pela comunicação dos sistemas nervosos vegetativos / e sistema nervoso central / que transcendem símbolos e signos / expressos pelos poemas e cantos e melodias de Mozart / celebrando os dois sistemas nervosos a que acedem os poetas filósofos da vida / os gênios e sábios que iluminam o mundo com sua arte / sabedoria e erudição humana, animal e vegetal / tudo posto no jardim do homem eremita / do monge andarilho que peregrina solitário pelos ermos dos campos e vales /
cidades e lagares /
em companhia eremita das ervas que trançam os caminhos /
moldam as palmilhas onde se planta o pé /
e faz emergir o ermitão /
que é o homem em sua verdade, santidade, sabedoria, inteligência, serenidade, divindade... /

ESOPO DE VELAZQUEZ, ESOPO DE VELAZQUEZ, ESOPO DE VELAZQUEZ. REFERÊNCIAS: WIKIPEDIA, GOOLGE, YOUTUBE, WIKIPEDIA, GOOGLE, YOUTUBE, MENIPO DE VELAZQUE, MENIPO DE VELAZQUEZ, MENIPO DE VELAZQUEZ
MENIPO DE VELAZQUEZ, MENIPO DE VELAZQUEZ, MENIPO DE VELAZQUEZ WIKIPEDIA, CARDOS, GÓLGOTA, SANTO ANTÃO, CARDOS, GÓLGOTA, SANTO ANTÃO, WIKIPEDIA, EREMITA, ERMITÃO, ANDARILHO, EREMITA, ERMITÃO, ANDARILHO, WIKIPEDIA, MONGE, MONGE, WIKIPEDIA, EXISTÊNCIA, EXISTENCIALISMO, EXISTIR, EXISTÊNCIA, EXISTENCIALISMO, EXISTIR, WIKIPEDIA, SER, PENSAMENTO, MUNDO, SER PENSAMENTO, MUNDO, WIKIPEDIA, HOMEM DAS DORES, HOMEM DAS DORES, WIKIPEDIA, INDÚSTRIA BIOLÓGICA, BOTÂNICA, ZOOLOGIA, INDÚSTRIA BIOLÓGICA, BOTÂNICA, ZOOLOGIA, WIKIPEDIA, PENITENTE, DROGAS, DOUTRINAS, PENITIENTE, DROGAS, DOUTRINAS, WIKIPEDIA, FLOR DA BOTÃNICA, CITOLOGIA, ARRUÍNA, FLOR DA BOTÂNICA, CITOLOGIA, ARRUÍNA, WIKIPEDIA, INFINITO MATEMÁTICO, ANGÚSTIA, INFINITO MATEMÁTICO, ANGÚSTIA,WIKIPEDIA, PARTO INVERSO DA MORTE, PARTO INVERSO DA MORTE, WIKIPEDIA, COROADO COM CARDOS, ESCABELO, COROADO COM CARDOS, ESCABELO, WIKIPEDIA, CALVÁRIO, DIABOS SOCIAIS RITAUIS, MORTE CEREBRAL, COMTOSA, MORTE CEREBRAL, COMATOSA, WIKIPEDIA, CALVÁRIO, DIABOS SOCIAIS RITUAIS , WIKIPEDIA, LÍQUIDO LETAL DAS IDÉIAS, LÍQUIDO LETAL DAS IDÉIAS, WIKIPEDIA, PERFUMES PEÇONHENTOS, TAIPÃ, MAMBA NEGRA, MAMBA NEGRA, TAIPÃ, PERFUMES PEÇONHENTOS, WIKIPEDIA, REALIDADE FLUÍDA DOS MINERAIS, REALIDADE FLUÍDA DOS MINERAIS, WIKIPEDIA, PAI DO CORPO, PAI DO CORPO, CORPO DE BARRO DE ADÃO, CORPO DE BARRO DE ADÃO, WIKIPEDIA, FILOSOFIA VITAL, FILOSOFIA VITAL WIKIPEDIA, SISTEMA NERVOSO CENTRAL, VEGETATIVO, SISTEMA NERVOSO CENTRAL, VEGETATIVO, WIKIPEDIA, ÂNFORA QUEBRADIÇA, TERRACOTA, ÂNFORA QUEBRADIÇA, TERRACOTA, WIKIPEDIA, PRÁXIS, FLUXO EXISTENCIAL, PRÁXIS, FLUXO EXISTENCIAL , WIKIPEDIA, POETAS FILÓSOFOS DA VIDA, POETAS FILÓSOFOS DA VIDA , WIKIPEDIA, SÁBIO VEGETATIVO, SÁBIO VEGETATIVO, INTELIGÊNCIA ANIMAL, HUMANA, INTELIGÊNCIA ANIMAL, HUMANA, WIKIPEDIA, MONGE ANDARILHO, MONGE ANDARILHO, ERMOS DOS CAMPOS, VALES, ERMOS DOS CAMPOS, VALES, WIKIPEDIA,MONTANHAS ROCHAS, MONTANHAS ROCHOSAS, MONTAHAS ROCHOSAS, MONTANHAS.
Montanhas rochosas no Colorado, Estados Unidos.

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Típica paisagem das Montanhas Rochosas.