quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

WIKIPÉDIA BACH : BACH NA WIKIPÉDIA EM FUGAS OTTOBAYER

( Wikipédia Bach : Bach na wikipédia otto bayer as fugas de bach em wikipedia wikipedia-bach bach-wikipedia fugas otto bayer wikipedia:bach fugas otto bayer bach:wikipedia fugas bach )

O que leio é mais do o escrito
é mais do que o que foi escrito
porque o que lê não funda no escrito do outro
mas no próprio escrito sobrepostado
O que leio é o contraponto
a fuga de Bach em melodia silente

Ao ler reescrevo o que leio
escrevo de novo o que foi escrito por outrem
em versos de trem do além
na transcendência do ler e escrever
O que escrevo é fuga
- fugas de Bach

As descobertas imediatas que fiz não vão nos meus escritos
não viajam neles de jangada ou barco
ou a braçadas do náufrago nadador
não vão pelo vão deles não
Elas vêm em ondas senoidais
por vias construídas em pontes de elétrons nos animais
que de mais a mais se comunicam por caminhos senoidais
nas senóides pavimentadas em estradas
construídas na engenharia dos picos de ondas eletromagnéticos

Quando escrevo grafo fugas
fugas que Bach fez com melodias
componho-as com palavras e frases em contraponto
- em contraponto com o mundo
em contraponto com aqueles que me escrevem do fundo do mundo
Assim componha fugas à la Bach
( fugas da prisão do texto
nas asas do alcatraz de bico pelicano
que o alcatraz é um pelicano negro
ou de cor fora do anum da noite )

Ao ler contraponho uma suave fuga ao texto lido
de modo que o contexto lido fica assim arranjado com minha melodia intelectiva
que rima comigo o que o amigo postulou na partitura
que li em fuga de Bach
fugindo ao contexto do amigo
que se fez descobertas imediatas
não as pode passar de imediato
e as põe a navegar em fuga de Bach
nas asas do alcatraz que caça no mar

O que escrevo sei que não tem contexto para o leitor
senão em fugas de Bach no rumo do alcatraz
porque aquilo que escrevo não leva meus olhos
e as miríades de expressões que vão neles
quando não podem ficar desidratados em texto
- desidratados em signos
no pó dos signos
que signos são anjos desidratados
leite em pó
anjos em pó na poeira dos signos que atravessam séculos
- atravessam o tempo é um segundo
um segundo-Internet
um segundo-net
um segundo São Mateus no Evangelho-net

Quando leio escrevo com os olhos no pó
na poeira do anjo de papel caído
ou no anjo virtual-net Internet
Escrevendo ponho dedos e corpo no pó
e sou pó de arcanjo desidratado em signos e símbolos
arcanjo semiótico
anjo semiológico lógico

O leitor é o escritor que levanta o pó de signos e símbolos
quando o levante se dá nos olhos
e não no leste do resto do horizonte de vôo no anil ou anum
Leio o pó do escritor
anjo morto
e escrevo o morto que projeto
que ler e escrever são projeções retrógradas de morto
novos e antigos testamentos do morto

Escrevo e leio em parábolas cartesianas
das quais faço fugas às fugas de Bach
e fugas às fugas dos que me escrevem em fugas
que ler e escrever é fugir
fugas sem olhos e ouvidos e pele e voz
- é fugir surdo-mudo
sem fugas e contraponto
sem duplo ouvido para duas melodias em fugas
num contraponto difícil para dois ouvidos
ou mesmo quatro ouvidos
na batida ritmada do martelo na bigorna de Bach
anjo já em pó na partitura
e nos instrumentos que levam ao levante
a alma em signos desidratados de Bach

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